O tratamento da dor crônica em Palmas no INP é voltado para dores que duram mais de três meses e têm origem no sistema nervoso ou na coluna, como dor nas costas, dor ciática, neuralgias, dor neuropática e cefaleias. A equipe de neurologia e neurocirurgia investiga a causa e monta um plano multimodal, com medicação, fisioterapia, apoio psicológico e, quando indicado, infiltrações ou cirurgia. O objetivo é reduzir a dor e recuperar a função, e a resposta varia de pessoa para pessoa.
O que é dor crônica e por que ela pede outro tipo de cuidado
A dor aguda é um alarme útil: avisa que algo está machucado e costuma passar quando a lesão cicatriza. A dor crônica é a que persiste por mais de três meses ou além do tempo esperado de recuperação, e muitas vezes o próprio sistema nervoso passa a amplificar os sinais de dor.
Por isso, cuidar da dor crônica raramente se resume a um remédio. Sono ruim, falta de movimento, ansiedade e desânimo alimentam a dor, e a dor alimenta esses problemas.
A dor mecânica da coluna, ligada a articulações, discos e músculos, responde a estratégias diferentes da dor neuropática, que nasce de lesão no próprio nervo e vem com queimação, choque ou formigamento.
Dores de origem neurológica e da coluna
Entre os quadros mais acompanhados estão a lombalgia, a ciatalgia por compressão de raiz nervosa, a dor cervical que irradia para o braço, neuralgias como a do trigêmeo e a pós-herpética, a dor da neuropatia diabética e as cefaleias crônicas.
Cuidado da dor em Palmas e para quem vem do interior
No INP, na Quadra 501 Sul, neurologistas e neurocirurgiões avaliam o mesmo paciente quando necessário, e a eletroneuromiografia, que ajuda a mostrar se há sofrimento de nervo, é feita no próprio instituto.
Para moradores de Porto Nacional, Gurupi, Araguaína ou Miracema, uma estratégia útil é concentrar consultas e exames em Palmas e manter a fisioterapia e os exercícios na cidade de origem, com orientações escritas para o profissional local.
Quando procurar avaliação para a dor persistente
Vale buscar avaliação especializada quando a dor dura semanas, volta com frequência ou começa a limitar a vida.
- Dor nas costas que dura mais de algumas semanas ou que volta várias vezes ao ano.
- Dor ciática, que desce pela perna, com ou sem formigamento ou fraqueza.
- Dor em queimação, choque ou agulhadas, típica de lesão de nervo.
- Dor no rosto em crises curtas e intensas, desencadeadas por mastigar, falar ou tocar a pele.
- Dor de cabeça na maior parte dos dias, ou uso frequente de analgésicos.
- Dor que não passa e atrapalha sono, trabalho ou humor, mesmo com remédios.
Sinais de alerta
Dor na coluna com perda de força nas pernas, dormência entre as coxas, perda de controle da urina ou das fezes, ou febre, precisa de atendimento imediato. Vá ao pronto-socorro ou ligue 192.
Como funciona o tratamento da dor crônica em Palmas no INP
O cuidado começa por uma avaliação detalhada: onde dói, desde quando, o que piora e o que alivia, quais tratamentos já foram feitos. O exame neurológico e da coluna, com imagem ou eletroneuromiografia quando indicados, ajuda a definir o mecanismo da dor.
Abordagem multimodal no tratamento da dor crônica
Com o diagnóstico, o plano combina recursos conforme o caso. Remédios para dor neuropática e para dor mecânica têm usos diferentes. A fisioterapia e o exercício orientado são parte central, porque recuperam força, mobilidade e confiança para se movimentar.
Em casos selecionados, infiltrações e bloqueios podem reduzir a dor por um período e facilitar a reabilitação. A cirurgia fica para situações específicas, como compressão de nervo com perda de força ou dor que não respondeu ao tratamento conservador, e é discutida com o neurocirurgião.
O papel da psicologia
A psicologia faz parte da equipe do instituto e ajuda a lidar com o medo de se movimentar, a ansiedade e a frustração, e abordagens como a terapia cognitivo-comportamental fazem parte do cuidado recomendado para dor crônica.
Expectativas realistas, preparo e riscos
O objetivo é reduzir a dor e recuperar a função, não necessariamente zerar a dor. A resposta varia de pessoa para pessoa, e o plano é ajustado ao longo dos retornos.
Um erro comum é usar anti-inflamatórios por conta própria por longos períodos, com risco para estômago, rins e pressão arterial. Outro é o repouso prolongado: na maioria das dores na coluna, manter-se ativo ajuda mais que ficar de cama.
Preparo para a consulta
Leve exames de imagem anteriores, a lista de remédios já usados e, se possível, um diário da dor.
Riscos dos procedimentos
Infiltrações e cirurgias têm riscos próprios, como sangramento, infecção e, raramente, lesão de nervo, explicados antes de qualquer decisão. Depois de um procedimento, procure atendimento se houver febre, piora da dor ou perda de força.
Perguntas frequentes sobre tratamento de dor
O tratamento da dor crônica em Palmas inclui cirurgia?
Depende da causa da dor. A maioria dos pacientes é tratada sem cirurgia, com medicação, fisioterapia e mudanças de rotina. A cirurgia é considerada em casos selecionados, como compressão de nervo com perda de força, e a decisão é tomada junto com o neurocirurgião.
A dor na lombar vai sumir de vez?
Depende da causa e de cada pessoa. Muitas crises de dor lombar melhoram em semanas, mas a dor que persiste por meses costuma ser controlada, e não eliminada, com um plano contínuo.
A infiltração resolve a ciática de uma vez?
Não necessariamente. A infiltração pode aliviar a dor por um período e ajudar a pessoa a fazer a reabilitação, mas o efeito varia e nem todos respondem. Ela é indicada para casos selecionados, depois de avaliação.
Por que o médico me encaminhou para a psicóloga?
Não é porque a dor seja imaginária. A dor crônica afeta sono, humor e comportamento, e esses fatores, por sua vez, aumentam a dor. O acompanhamento psicológico é parte reconhecida do cuidado da dor e ajuda a quebrar esse ciclo.
Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.


