O exame de condução nervosa em Palmas é realizado no INP, com pedido médico, e avalia como os nervos dos braços e das pernas transmitem os impulsos elétricos. Eletrodos adesivos são colados na pele e um aparelho aplica estímulos leves e curtos sobre o trajeto do nervo, medindo a velocidade e a amplitude da resposta. O estudo ajuda a investigar a síndrome do túnel do carpo e lesões dos nervos ligadas ao diabetes e a outras causas.
O que o estudo de condução nervosa mede
Os nervos periféricos funcionam como cabos que levam informações entre a medula e o resto do corpo. O estudo verifica se esses cabos conduzem bem o sinal e em que trecho pode existir uma falha.
Para isso, o aparelho aplica um estímulo elétrico breve em um ponto do nervo e registra a resposta em outro ponto, no próprio nervo ou num músculo. A partir daí, calcula alguns valores principais:
- Velocidade de condução: indica a saúde da mielina, a capa que isola o nervo. Quando ela está lesada, o sinal fica mais lento.
- Amplitude: reflete a quantidade de fibras que estão funcionando. Quando as fibras do próprio nervo são afetadas, a resposta fica menor.
- Latência: o tempo entre o estímulo e a resposta, útil para localizar compressões em pontos específicos, como o punho e o cotovelo.
Condução nervosa no INP, em Palmas e para o interior
O estudo é feito no próprio instituto, na Avenida NS 1, Quadra 501 Sul. Pessoas com diabetes acompanhadas em Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Gurupi ou Araguaína podem ser encaminhadas quando surgem queimação e dormência nas pernas, e fazem o exame e a consulta no mesmo endereço.
O INP também reúne neurologia e endocrinologia. Para quem tem neuropatia diabética, isso permite juntar no mesmo lugar o controle da glicose e o acompanhamento dos nervos, com troca de informações entre as equipes.
Quando o estudo dos nervos é pedido
O estudo é solicitado pelo médico quando há sinais de que um ou mais nervos não estão funcionando bem. Entre as situações mais comuns:
- Formigamento, dormência ou queimação nos pés e nas mãos em pessoas com diabetes.
- Dormência à noite nos dedos polegar, indicador e médio, sinal típico da síndrome do túnel do carpo.
- Formigamento no quarto e no quinto dedo, que pode indicar compressão do nervo no cotovelo.
- Dormência que começa nos pés e vai subindo para as canelas, comum nas polineuropatias.
Por que às vezes só a condução é pedida
Em algumas suspeitas, como a compressão do nervo no punho ou uma neuropatia que afeta principalmente a sensibilidade, a condução pode responder sozinha à dúvida do médico.
Quando há suspeita de lesão de raiz na coluna, de doença do músculo ou de perda de força sem causa clara, a parte com agulha costuma ser acrescentada. Quem decide é o médico, com base na consulta e no próprio resultado da condução.
Como é feito o exame de condução nervosa em Palmas no INP
O paciente fica deitado ou sentado, relaxado, com braços e pernas à mostra. As etapas costumam seguir esta ordem:
- Conferência do pedido médico e conversa rápida sobre os sintomas, os remédios em uso e doenças como diabetes.
- Medida da temperatura da pele: mãos e pés frios deixam a condução mais lenta e podem falsear o resultado, por isso podem ser aquecidos antes.
- Colocação de eletrodos adesivos sobre o nervo ou o músculo que vai registrar a resposta.
- Estímulos elétricos curtos em pontos do trajeto do nervo, com aumento gradual da intensidade até obter a resposta completa.
- Repetição em outros nervos e, quando é preciso comparar, no lado oposto do corpo.
- Análise dos valores e laudo médico, que segue para o profissional que pediu o estudo.
Qual é a sensação do exame de condução nervosa
Cada estímulo dura uma fração de segundo e lembra um choque de eletricidade estática ou um beliscão rápido. É comum o dedo ou o pé se mexer sozinho quando o nervo motor é estimulado, o que é esperado.
A sensação é desconfortável para algumas pessoas, mas passa assim que o estímulo para e, em geral, não deixa dor depois.
Profissionais do INP nesta área
Preparo para o estudo dos nervos: o que fazer e evitar
A pele limpa e aquecida conduz melhor os estímulos. Siga também a orientação recebida no agendamento.
- Tome banho no dia e não passe creme, óleo, hidratante ou protetor solar nos braços, nas mãos, nas pernas e nos pés.
- Venha com roupas folgadas, que permitam descobrir braços e pernas, e com meias fáceis de tirar.
- Em dias frios ou em ambientes com ar-condicionado, mantenha mãos e pés aquecidos no caminho.
- Mantenha a alimentação e os remédios habituais. Pessoas com diabetes não devem ficar em jejum.
- Avise no agendamento se tem marca-passo, desfibrilador implantado ou outro dispositivo eletrônico.
- Traga o pedido médico, documento, a lista de remédios e exames anteriores dos nervos, se houver.
O que o resultado pode e não pode dizer
Um estudo normal não descarta todas as doenças dos nervos. Alterações das fibras muito finas, responsáveis por parte da dor e da queimação, podem não aparecer nesse exame.
Por outro lado, um resultado alterado precisa ser lido junto com a história, porque idade, temperatura e outras condições influenciam os valores. A evolução e a resposta ao tratamento variam de pessoa para pessoa.
Perguntas frequentes sobre estudo de condução nervosa
Preciso de pedido médico para o exame de condução nervosa em Palmas?
Sim. O estudo só é feito com pedido médico, que indica a suspeita e quais nervos devem ser avaliados. Se você ainda não passou por consulta, o neurologista avalia primeiro se o exame é necessário e qual a extensão do estudo.
O choque do exame dos nervos é forte?
Não costuma ser forte, mas é perceptível. Os estímulos são curtos, a intensidade é aumentada aos poucos e cada choque dura uma fração de segundo. A maioria das pessoas completa o exame sem dificuldade, e é possível pedir pausa.
Quem tem diabetes precisa fazer esse exame?
Depende dos sintomas e da avaliação médica. Nem toda pessoa com diabetes precisa do estudo, mas ele costuma ser pedido quando há formigamento, queimação, dormência ou fraqueza, ou quando o médico quer diferenciar a lesão causada pelo diabetes de outras causas.
Condução nervosa e eletroneuromiografia são o mesmo exame?
Não exatamente. A condução nervosa é uma das partes da eletroneuromiografia: usa estímulos sobre a pele e não tem agulha. O exame completo acrescenta a avaliação dos músculos com agulha fina, quando o médico considera necessário.
Conteúdo informativo. Ele não substitui a consulta, e a conduta para cada paciente depende de avaliação individual feita por profissional habilitado. Em emergência, ligue 192.

